CORPO SÃO MENTE SÃ
Os Gregos de 800 a.C. – tinham muitos deuses relacionados à água.
Foi um período de banhos privados semelhantes das casas da planície do Nilo.
Na Grécia de 600 a.C. – Educação Física e Filosofia estão nas graças da população. Obsessão por exercícios faz banho ganhar popularidade.
Sob a sombra das Oliveiras, entre a “palaestra” e a “exedra” surgem os primeiros banhos públicos e no centro da arena ficam as “loterions”.
Mulheres dividem o espaço derramando água sobre os corpos nus e os atletas utilizam “strigil”.
Primeiros ginásios em 500 a.C. fortalece o uso da água para relaxamento e em Delfos - a massagem provocada por cascatas.
Por volta de 400 a.C. – surgem as banheiras individuais de pedra, retangulares ou redondas.
A princípio a água fria era considerada estimulante do espírito guerreiro.
Temperaturas quentes só podiam ser adotadas sob a prescrição de Hipócrates, sob risco de amaciar o corpo e efeminar o temperamento.
Por causa do óleo e da areia utilizadas no corpo durante os treinos de luta davam razão ao banho quente e os gregos adotam o banho a vapor. Banho em água quente – vapor – banho quente – banho frio – massagem com óleos aromáticos.
A moda impulsionou novas tecnologias – surgiram os primeiros sistemas de aquecimento.
Gregos – banhos uma vez por dia – meio da tarde ou antes do jantar em locais de convivência e busca de bem estar.
Lição levada pelos Romanos e que deu ao banho uma importância maior.
LUXÚRIA
Os romanos descobriram com os gregos o prazer de alterar banhos quentes e frios e banho ao ar livre era uma necessidade.
Sala escura, próxima a cozinha – banho com água de chuva reservada no telhado, no fim de 100 a.C. os aquedutos se popularizaram.
O abastecimento permitiu outra tecnologia – a do aquecimento
“Você parecia pobre e inferior se as paredes dos banheiros não brilhassem como largos discos de mármore incrustados de Alexandria, se a câmara não fosse coberta de vidro, se a piscina não fosse revestida com mármore de Thaos, se água filtrada não corresse de torneiras de prata”
Sêneca
Banhos públicos se tornaram populares a partir da República. O Imperador Agripa inaugurou em 19 a.C. um complexo de banhos termais em Roma.
Gregos se banhavam para compensar o esforço físico, enquanto que os Romanos se banhavam por limpeza.
Ritual Romano – Sauna seca ou úmida – Cadarium – Alcova com água fresca – Banho de piscina fria e uso do strigil – Banho em água morna. Surge o crescimento dos serviços dentro do banho público. Não eram locais aristocráticos e todos se banhavam nas mesmas águas.
Não haviam distinções de sexo para freqüentar as casas de banho.
Por volta de 60 d.C., o imperador Nero constrói um complexo com entradas separadas – eles / elas.
O imperador Adriano, entre 117 e 138, resolveu os escândalos dividindo os horários de banho para mulheres e homens.
Termas Caracala, erguida em 217, abriga 2600 banhistas e é separada por sexo.
Maior inimigo das termas – Igreja.
Desde o início da Era Cristã o banho era mal visto. Luxúria, orgulho, preguiça, vaidade, gula, cobiça, transbordam nas termas.
Em 320, o Concílio de Laodicéia proibiu o acesso das mulheres às termas. No final do quarto século, São João Crisóstemo, patriarca de Constantinopla, condenou-o de vez.
Em 590, o Papa Gregório I, o Grande, amenizou a lei e permitiu banhos curtos livres de prazer.
Os romanos construíram termas em todos os recantos do Império, como Viena, Paris, Cartago, e espalham o hábito de banhar-se; a Europa reaprende a desfrutar as delícias da água após cinco séculos e uma Cruzada.
PRAZERES PERDIDOS
Cristãos europeus invadem o Oriente – pretexto de libertar a Terra Santa da Palestina do controle turco.
1095 – O movimento das Cruzadas durou quase 200 anos.
Novas descobertas do Oriente: algodão, açúcar e ... o banho.
Os cavaleiros que chegaram a Constantinopla, capital do Império Bizantino, surpeenderam-se com as instalações sofisticadas e rituais abandonados a leste. A retomada dos banhos começou pela aristocracia, a partir do século XI, mais pelo prazer do que pela limpeza à moda dos romanos – europeus medievais dos séculos XI e XV
Os banhos públicos reabriram suas portas – França, Inglaterra, Espanha, Alemanha Suíça e Itália. Igreja continua a banir os banhos .
1347 – Primeira onda da peste negra chegou à Europa. Foi dizimada um terço da população até o século XVIII.
MOMENTO DE PROTEÇÃO
A relação entre micróbio e doenças seria descoberta no século XIX, pelo francês Louis Pasteur, portanto:
Século XIV – peste bubônica – bloqueia-se o ato de higiene;
Século XV – fechamento temporário dos banhos;
Século XVI – Total proibição.
Água é associada à sífilis, gravidez de damas castas, amolecia o corpo e abria os poros para todo o mal. A partir do século XVI, trocar de roupa era o mesmo que se lavar.
Roupa branca – purificava o corpo e avaliava o grau de higiene das pessoas. A ilusão da aparência limpa ganhou suplemento.
REABILITAÇÃO DO BANHO
Luís XIV, o Rei do Sol, morreu em 1715.
Luís XV – mudanças no comportamento, luxo, etiqueta e nas aparências.
Segundo terço do século XVIII – lavar partes do corpo de vez em quando.
Rousseau, Diderot e Voltaire na França, Locke e Hume na Inglaterra, Kant na Alemanha – Idade Contemporânea. Meados do século XVIII – banho frio desmorona crenças seculares.
Verão de 1785 – inauguração da primeira piscina em Paris. Piscinas dentro dos rios popularizam a natação e os ingleses, pioneiros a levar água para dentro de casa, desenvolvem o conceito do banheiro moderno ao privilegiarem a praticidade.
O banho ganhou novos utensílios, como o móvel de toalete francês no fim do século XVIII.
NOVOS TEMPOS
Início do século XIX – livro de Paul Cuisin - Paris.
Cosméticos eram importados da Ásia e das Américas e mulheres são o principal público. As cabines de toalete eram espaços femininos e decorado como templo íntimo para damas.
O conceito atual de banheiro só acontece na França em meados do século XX e surge o banho em domicílio.
Rios recebem banhistas que não podem pagar por banho e as piscinas se espalham e promovem a saudável natação – Apoteose: Ginásio Náutico dos Champs-Élysées - Paris.
Foi ainda no século XIX que a palavra “higiene” ganhou o sentido que conhecemos hoje e passa a constar nos tratados de medicina. O sabão, um desconhecido, tornou-se o melhor cosmético e remédio contra a sujeira e os recém-descobertos micróbios.
O trabalho de médicos higienistas e prefeituras vencem as barreiras culturais – aulas de asseio, chuveiros e pias nas escolas surgem no inicio do século XX.
Nos anos 1930 a regra era 1 banho por semana. Só em 1970 que banheiros e banhos tornaram-se efetivamente comuns na França.
Em 1953, 9% das casas tinham água encanada, banheiro interno e banheira ou chuveiro - em 1973 – 61%.
O banheiro moderno foi desenhado pelos ingleses no segundo terço do século XIX.
Século XX – os banheiros passaram a ser feitos para uma pessoa.
Nas décadas finais do século XX, o banho já é freqüente e de corpo inteiro.
Para o novo estilo de vida, o banho: limpa, embeleza, protege, cura, previne, diverte, relaxa, é sensual e prazeroso, funcional e saudável.
BELEZA EM REVOLUÇÃO
Fim da primeira Guerra Mundial.
Popularização do cinema – 1920:
Marlene Dietrich, Veronica Lake, Rita Hayworth, Grace Kelly, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot e Marylin Monroe
“Nove entre dez estrelas do cinema usam Lux”.
BRASIL
1500 – Pedro Álvares Cabral – Europa com horror à água.
Índios nus, sem manchas de sífilis ou da peste, banhando-se de hora em hora - “São tão limpos e tão gordos e tão formosos que não podem ser mais!” – Caminha
Os portugueses adquiriram o hábito de lavar as mãos antes e depois das refeições junto com os nativos.
Portugueses tem influência moura na Península Ibérica – durante as entradas e bandeiras dos séculos XVI e XVII o comum era passar meses sem trocar de roupa.
No fim do século XVIII, surgiram nas capitais as primeiras companhias municipais de abastecimento.
Até o início do século XIX, a praia era sinônimo de sujeira – lugar para se desfazer dos barris de excremento, bichos e escravos mortos.
Os Gregos de 800 a.C. – tinham muitos deuses relacionados à água.
Foi um período de banhos privados semelhantes das casas da planície do Nilo.
Na Grécia de 600 a.C. – Educação Física e Filosofia estão nas graças da população. Obsessão por exercícios faz banho ganhar popularidade.
Sob a sombra das Oliveiras, entre a “palaestra” e a “exedra” surgem os primeiros banhos públicos e no centro da arena ficam as “loterions”.
Mulheres dividem o espaço derramando água sobre os corpos nus e os atletas utilizam “strigil”.
Primeiros ginásios em 500 a.C. fortalece o uso da água para relaxamento e em Delfos - a massagem provocada por cascatas.
Por volta de 400 a.C. – surgem as banheiras individuais de pedra, retangulares ou redondas.
A princípio a água fria era considerada estimulante do espírito guerreiro.
Temperaturas quentes só podiam ser adotadas sob a prescrição de Hipócrates, sob risco de amaciar o corpo e efeminar o temperamento.
Por causa do óleo e da areia utilizadas no corpo durante os treinos de luta davam razão ao banho quente e os gregos adotam o banho a vapor. Banho em água quente – vapor – banho quente – banho frio – massagem com óleos aromáticos.
A moda impulsionou novas tecnologias – surgiram os primeiros sistemas de aquecimento.
Gregos – banhos uma vez por dia – meio da tarde ou antes do jantar em locais de convivência e busca de bem estar.
Lição levada pelos Romanos e que deu ao banho uma importância maior.
LUXÚRIA
Os romanos descobriram com os gregos o prazer de alterar banhos quentes e frios e banho ao ar livre era uma necessidade.
Sala escura, próxima a cozinha – banho com água de chuva reservada no telhado, no fim de 100 a.C. os aquedutos se popularizaram.
O abastecimento permitiu outra tecnologia – a do aquecimento
“Você parecia pobre e inferior se as paredes dos banheiros não brilhassem como largos discos de mármore incrustados de Alexandria, se a câmara não fosse coberta de vidro, se a piscina não fosse revestida com mármore de Thaos, se água filtrada não corresse de torneiras de prata”
Sêneca
Banhos públicos se tornaram populares a partir da República. O Imperador Agripa inaugurou em 19 a.C. um complexo de banhos termais em Roma.
Gregos se banhavam para compensar o esforço físico, enquanto que os Romanos se banhavam por limpeza.
Ritual Romano – Sauna seca ou úmida – Cadarium – Alcova com água fresca – Banho de piscina fria e uso do strigil – Banho em água morna. Surge o crescimento dos serviços dentro do banho público. Não eram locais aristocráticos e todos se banhavam nas mesmas águas.
Não haviam distinções de sexo para freqüentar as casas de banho.
Por volta de 60 d.C., o imperador Nero constrói um complexo com entradas separadas – eles / elas.
O imperador Adriano, entre 117 e 138, resolveu os escândalos dividindo os horários de banho para mulheres e homens.
Termas Caracala, erguida em 217, abriga 2600 banhistas e é separada por sexo.
Maior inimigo das termas – Igreja.
Desde o início da Era Cristã o banho era mal visto. Luxúria, orgulho, preguiça, vaidade, gula, cobiça, transbordam nas termas.
Em 320, o Concílio de Laodicéia proibiu o acesso das mulheres às termas. No final do quarto século, São João Crisóstemo, patriarca de Constantinopla, condenou-o de vez.
Em 590, o Papa Gregório I, o Grande, amenizou a lei e permitiu banhos curtos livres de prazer.
Os romanos construíram termas em todos os recantos do Império, como Viena, Paris, Cartago, e espalham o hábito de banhar-se; a Europa reaprende a desfrutar as delícias da água após cinco séculos e uma Cruzada.
PRAZERES PERDIDOS
Cristãos europeus invadem o Oriente – pretexto de libertar a Terra Santa da Palestina do controle turco.
1095 – O movimento das Cruzadas durou quase 200 anos.
Novas descobertas do Oriente: algodão, açúcar e ... o banho.
Os cavaleiros que chegaram a Constantinopla, capital do Império Bizantino, surpeenderam-se com as instalações sofisticadas e rituais abandonados a leste. A retomada dos banhos começou pela aristocracia, a partir do século XI, mais pelo prazer do que pela limpeza à moda dos romanos – europeus medievais dos séculos XI e XV
Os banhos públicos reabriram suas portas – França, Inglaterra, Espanha, Alemanha Suíça e Itália. Igreja continua a banir os banhos .
1347 – Primeira onda da peste negra chegou à Europa. Foi dizimada um terço da população até o século XVIII.
MOMENTO DE PROTEÇÃO
A relação entre micróbio e doenças seria descoberta no século XIX, pelo francês Louis Pasteur, portanto:
Século XIV – peste bubônica – bloqueia-se o ato de higiene;
Século XV – fechamento temporário dos banhos;
Século XVI – Total proibição.
Água é associada à sífilis, gravidez de damas castas, amolecia o corpo e abria os poros para todo o mal. A partir do século XVI, trocar de roupa era o mesmo que se lavar.
Roupa branca – purificava o corpo e avaliava o grau de higiene das pessoas. A ilusão da aparência limpa ganhou suplemento.
REABILITAÇÃO DO BANHO
Luís XIV, o Rei do Sol, morreu em 1715.
Luís XV – mudanças no comportamento, luxo, etiqueta e nas aparências.
Segundo terço do século XVIII – lavar partes do corpo de vez em quando.
Rousseau, Diderot e Voltaire na França, Locke e Hume na Inglaterra, Kant na Alemanha – Idade Contemporânea. Meados do século XVIII – banho frio desmorona crenças seculares.
Verão de 1785 – inauguração da primeira piscina em Paris. Piscinas dentro dos rios popularizam a natação e os ingleses, pioneiros a levar água para dentro de casa, desenvolvem o conceito do banheiro moderno ao privilegiarem a praticidade.
O banho ganhou novos utensílios, como o móvel de toalete francês no fim do século XVIII.
NOVOS TEMPOS
Início do século XIX – livro de Paul Cuisin - Paris.
Cosméticos eram importados da Ásia e das Américas e mulheres são o principal público. As cabines de toalete eram espaços femininos e decorado como templo íntimo para damas.
O conceito atual de banheiro só acontece na França em meados do século XX e surge o banho em domicílio.
Rios recebem banhistas que não podem pagar por banho e as piscinas se espalham e promovem a saudável natação – Apoteose: Ginásio Náutico dos Champs-Élysées - Paris.
Foi ainda no século XIX que a palavra “higiene” ganhou o sentido que conhecemos hoje e passa a constar nos tratados de medicina. O sabão, um desconhecido, tornou-se o melhor cosmético e remédio contra a sujeira e os recém-descobertos micróbios.
O trabalho de médicos higienistas e prefeituras vencem as barreiras culturais – aulas de asseio, chuveiros e pias nas escolas surgem no inicio do século XX.
Nos anos 1930 a regra era 1 banho por semana. Só em 1970 que banheiros e banhos tornaram-se efetivamente comuns na França.
Em 1953, 9% das casas tinham água encanada, banheiro interno e banheira ou chuveiro - em 1973 – 61%.
O banheiro moderno foi desenhado pelos ingleses no segundo terço do século XIX.
Século XX – os banheiros passaram a ser feitos para uma pessoa.
Nas décadas finais do século XX, o banho já é freqüente e de corpo inteiro.
Para o novo estilo de vida, o banho: limpa, embeleza, protege, cura, previne, diverte, relaxa, é sensual e prazeroso, funcional e saudável.
BELEZA EM REVOLUÇÃO
Fim da primeira Guerra Mundial.
Popularização do cinema – 1920:
Marlene Dietrich, Veronica Lake, Rita Hayworth, Grace Kelly, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot e Marylin Monroe
“Nove entre dez estrelas do cinema usam Lux”.
BRASIL
1500 – Pedro Álvares Cabral – Europa com horror à água.
Índios nus, sem manchas de sífilis ou da peste, banhando-se de hora em hora - “São tão limpos e tão gordos e tão formosos que não podem ser mais!” – Caminha
Os portugueses adquiriram o hábito de lavar as mãos antes e depois das refeições junto com os nativos.
Portugueses tem influência moura na Península Ibérica – durante as entradas e bandeiras dos séculos XVI e XVII o comum era passar meses sem trocar de roupa.
No fim do século XVIII, surgiram nas capitais as primeiras companhias municipais de abastecimento.
Até o início do século XIX, a praia era sinônimo de sujeira – lugar para se desfazer dos barris de excremento, bichos e escravos mortos.
Meados do século XIX, o sabão responde por grande parte da produção do Império. A higiene passou a ser considerada uma grande virtude.
Europeus se escandalizam com os hábitos de banhar-se diariamente e gera estranheza entre os imigrantes que chegam entre os anos 1830 e 1930.
1937 – população de cerca de 40 milhões de habitantes, menos de 20 mil domicílios tinham água
Trinta anos depois – 21% das casas eram abastecidas.
1970 – serviço se amplia rapidamente e atinge 90% da população urbana.
Nos prédios das cidades grandes, a água era levada pelos pipeiros em barris, retirada de bicas e poços públicos, quem podia pagar tomava banho todo dia: nas grandes famílias de classe média, o comum era aos sábados.
RITUAIS:
HAMMAM
Século XVIII – europeus pensam no mundo árabe. Sherazade – insuflou no imaginário ocidental um Oriente cheio de magia e erotismo. Surge a primeira tradução para o francês de As mil e uma noites, pelo orientalista Antoine Galland. O mundo misterioso do harém passou a freqüentar os sonhos dos ocidentais.
Hammam – a cerimônia do banho, especialmente o das mulheres, atraiu suspiros e olhares maravilhados. O hammam é a ocasião em que os muçulmanos acomodam dentro de si a sexualidade e a religião.
A limpeza é um preceito do islamita – faz parte da fé lavar, perfumar e purificar o corpo para a prece, segundo um conjunto de técnicas rituais denominado tahara. A alma é poluída supostamente pelas práticas sexuais.
“O hammam é epílogo da carne e prólogo da prece” – Bouhdiba
Inspirados nas termas romanas, e eventualmente construídos sobre os seus vestígios, os banhos públicos se multiplicaram no rastro da veloz expansão do islamismo pelo norte da África e em direção à Ásia e Europa, entre os séculos VII e XI. No século X, Bagdá contava com 27 mil hammans.
No século XVII, só dentro da grande Bazar, Istambul possuía 160 estabelecimentos de banho
Squîfa – um misto de vestiário e local de repouso.
Beït el bârid – adaptação do frigidarium romano, sala equipada com banheira de água fria.
Wystia –ambiente mais central e aquecido do hammam – como o Caldarium romano.
Beït el Sakhin – transpira-se sob um calor intenso.
Nos hammans até hoje, como em 1930 ou como no século X, os visitantes de despem à entrada, percorrem as ante-salas da câmera de vapor e, com os poros abertos, são esfregados com buchas ásperas, feitas de raiz seca de tamareira.
A separação por sexo é estrita no hammam. O hammam é mencionado como um portal da vida adulta.
FURO
O banho é um traço tão ilustrativo da cultura japonesa quanto o sushi ou o tatame.
Individual ou coletiva, a imersão demorada e relaxante em água quente satisfaz necessidades de asseio, de repouso e de prazer – do corpo e do chamado kokoro, o coração do espírito.
Furo é o banho doméstico (o prefixo “o” é um recurso de gentileza que os japoneses adicionaram às palavras – daí o ofurô).
Na casa tradicional japonesa, o furo merecia uma construção separada, dotada de um pequeno jardim. Em seu interior só se usava madeira – para o revestimento, a banheira, o banquinho e a bacia para abluções.
Os banhos públicos coletivos – sento – têm outras finalidades – a social.
Um provérbio japonês afirma que os melhores amigos são os que se conhecem no banho. Hadaka no Tsukiai – ao pé da letra – “companheiros de nudez”.
Onsen – banho em águas de fontes vulcânicas encontráveis nas 3 mil estações termais do Japão – águas que brotam a mais de 50°C.
A importância do banho na cultura japonesa tem raízes históricas e religiosas:
- Xintoísmo – criação do mundo envolvem banhos rituais;
- Influência chinesa. No ano 1000 a.C., ele já era um hábito regular e elaborado na China;
- O banho chinês pode ter chegado ao Japão através da Coréia na mesma migração que levou a cultura do arroz;
- Mais tarde, alcançaram o arquipélago o budismo, originário da Índia, e o sistema de escrita chinês;
- No começo do século XV, a palavra sento – combinação de sen, que significa dinheiro; e to, água quente – começou a ser empregada para casas de banho;
- O período clássico do Japão teve seu início no final do século XVI – progresso e crescimento e aos poucos difundiram-se, nos banhos masculinos, as chamadas yunas, mulheres que prestavam assistência aos freqüentadores;
- Algumas yunas sopravam as costas dos homem enquanto as esfregavam, e hoje escreve-se furo com uma combinação dos ideogramas para vento (fu) e espinha (ro).
- No final do século XIX, o governo separou definitivamente, por sexo, a ida aos banhos.
KUMBH MELA
Festival religioso hinduísta. Confluência dos rios Ganges, Yamuna e Saraswati, no centro-norte do país. O Kumbh Mela celebra a criação.
MIKVÁ
Mikvá, Mikveh ou Micvê, o banho ritual judaico, que significa literalmente “acúmulo de água”, tem ressonâncias profundas na religião e na história dos judeus.
Segundo as escrituras, ele evoca o momento em que, ao pé do Monte Sinai, Moisés pediu a seus seguidores que se lavassem para receber a Torah, ou as Tábuas da Lei.
RECEITAS
Em banhos quentes, os óleos essenciais penetram mais facilmente na pele, graças aos poros dilatados e à circulação superficial ativada, enquanto os aromas, absorvidos pelas mucosas nasais, regiões muito vascularizadas, alcançam a corrente sanguínea.
A temperatura dos banhos quentes não ultrapassa os 40°C. Por seu efeito relaxante e pelo calor duradouro que produzem, recomenda-se tomá-los à noite.
Banhos frios de imersão duram poucos segundos e são seguidos de fricção energética com uma luva de banho. A temperatura recomendada da água é de 24°C. Duchas fortes e rápidas aceleram a circulação e ajudam a tonificar a pele.
Banhos mornos de imersão, entre 33° e 36°C, têm efeito calmante. É recomendado a quem sofre de insônia e ansiedade.
Banhos de temperatura alternada melhoram a circulação, tonificam a pele e energizam. Para aproveitar o efeito estimulante, é bom encerrar sempre com o jato frio.
Europeus se escandalizam com os hábitos de banhar-se diariamente e gera estranheza entre os imigrantes que chegam entre os anos 1830 e 1930.
1937 – população de cerca de 40 milhões de habitantes, menos de 20 mil domicílios tinham água
Trinta anos depois – 21% das casas eram abastecidas.
1970 – serviço se amplia rapidamente e atinge 90% da população urbana.
Nos prédios das cidades grandes, a água era levada pelos pipeiros em barris, retirada de bicas e poços públicos, quem podia pagar tomava banho todo dia: nas grandes famílias de classe média, o comum era aos sábados.
RITUAIS:
HAMMAM
Século XVIII – europeus pensam no mundo árabe. Sherazade – insuflou no imaginário ocidental um Oriente cheio de magia e erotismo. Surge a primeira tradução para o francês de As mil e uma noites, pelo orientalista Antoine Galland. O mundo misterioso do harém passou a freqüentar os sonhos dos ocidentais.
Hammam – a cerimônia do banho, especialmente o das mulheres, atraiu suspiros e olhares maravilhados. O hammam é a ocasião em que os muçulmanos acomodam dentro de si a sexualidade e a religião.
A limpeza é um preceito do islamita – faz parte da fé lavar, perfumar e purificar o corpo para a prece, segundo um conjunto de técnicas rituais denominado tahara. A alma é poluída supostamente pelas práticas sexuais.
“O hammam é epílogo da carne e prólogo da prece” – Bouhdiba
Inspirados nas termas romanas, e eventualmente construídos sobre os seus vestígios, os banhos públicos se multiplicaram no rastro da veloz expansão do islamismo pelo norte da África e em direção à Ásia e Europa, entre os séculos VII e XI. No século X, Bagdá contava com 27 mil hammans.
No século XVII, só dentro da grande Bazar, Istambul possuía 160 estabelecimentos de banho
Squîfa – um misto de vestiário e local de repouso.
Beït el bârid – adaptação do frigidarium romano, sala equipada com banheira de água fria.
Wystia –ambiente mais central e aquecido do hammam – como o Caldarium romano.
Beït el Sakhin – transpira-se sob um calor intenso.
Nos hammans até hoje, como em 1930 ou como no século X, os visitantes de despem à entrada, percorrem as ante-salas da câmera de vapor e, com os poros abertos, são esfregados com buchas ásperas, feitas de raiz seca de tamareira.
A separação por sexo é estrita no hammam. O hammam é mencionado como um portal da vida adulta.
FURO
O banho é um traço tão ilustrativo da cultura japonesa quanto o sushi ou o tatame.
Individual ou coletiva, a imersão demorada e relaxante em água quente satisfaz necessidades de asseio, de repouso e de prazer – do corpo e do chamado kokoro, o coração do espírito.
Furo é o banho doméstico (o prefixo “o” é um recurso de gentileza que os japoneses adicionaram às palavras – daí o ofurô).
Na casa tradicional japonesa, o furo merecia uma construção separada, dotada de um pequeno jardim. Em seu interior só se usava madeira – para o revestimento, a banheira, o banquinho e a bacia para abluções.
Os banhos públicos coletivos – sento – têm outras finalidades – a social.
Um provérbio japonês afirma que os melhores amigos são os que se conhecem no banho. Hadaka no Tsukiai – ao pé da letra – “companheiros de nudez”.
Onsen – banho em águas de fontes vulcânicas encontráveis nas 3 mil estações termais do Japão – águas que brotam a mais de 50°C.
A importância do banho na cultura japonesa tem raízes históricas e religiosas:
- Xintoísmo – criação do mundo envolvem banhos rituais;
- Influência chinesa. No ano 1000 a.C., ele já era um hábito regular e elaborado na China;
- O banho chinês pode ter chegado ao Japão através da Coréia na mesma migração que levou a cultura do arroz;
- Mais tarde, alcançaram o arquipélago o budismo, originário da Índia, e o sistema de escrita chinês;
- No começo do século XV, a palavra sento – combinação de sen, que significa dinheiro; e to, água quente – começou a ser empregada para casas de banho;
- O período clássico do Japão teve seu início no final do século XVI – progresso e crescimento e aos poucos difundiram-se, nos banhos masculinos, as chamadas yunas, mulheres que prestavam assistência aos freqüentadores;
- Algumas yunas sopravam as costas dos homem enquanto as esfregavam, e hoje escreve-se furo com uma combinação dos ideogramas para vento (fu) e espinha (ro).
- No final do século XIX, o governo separou definitivamente, por sexo, a ida aos banhos.
KUMBH MELA
Festival religioso hinduísta. Confluência dos rios Ganges, Yamuna e Saraswati, no centro-norte do país. O Kumbh Mela celebra a criação.
MIKVÁ
Mikvá, Mikveh ou Micvê, o banho ritual judaico, que significa literalmente “acúmulo de água”, tem ressonâncias profundas na religião e na história dos judeus.
Segundo as escrituras, ele evoca o momento em que, ao pé do Monte Sinai, Moisés pediu a seus seguidores que se lavassem para receber a Torah, ou as Tábuas da Lei.
RECEITAS
Em banhos quentes, os óleos essenciais penetram mais facilmente na pele, graças aos poros dilatados e à circulação superficial ativada, enquanto os aromas, absorvidos pelas mucosas nasais, regiões muito vascularizadas, alcançam a corrente sanguínea.
A temperatura dos banhos quentes não ultrapassa os 40°C. Por seu efeito relaxante e pelo calor duradouro que produzem, recomenda-se tomá-los à noite.
Banhos frios de imersão duram poucos segundos e são seguidos de fricção energética com uma luva de banho. A temperatura recomendada da água é de 24°C. Duchas fortes e rápidas aceleram a circulação e ajudam a tonificar a pele.
Banhos mornos de imersão, entre 33° e 36°C, têm efeito calmante. É recomendado a quem sofre de insônia e ansiedade.
Banhos de temperatura alternada melhoram a circulação, tonificam a pele e energizam. Para aproveitar o efeito estimulante, é bom encerrar sempre com o jato frio.
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